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Escândalo na corrida presidencial: Áudio revela suposta fraude e pagamentos via Pix em acusação contra Alfredo Gaspar

12 de ago.
3 min de leitura

Comerciante relata trama para contratar falsa vítima de estupro. Denúncia original, feita por Lindbergh Farias e Soraya Thronicke durante CPMI, desmorona e vira alvo de queixa-crime no STF.


Deputado Lindbergh Farias e senadora Soraya Thronicke concedendo coletiva de imprensa no Senado Federal sobre denúncia contra Alfredo Gaspar.
Lindbergh Farias e Soraya Thronicke no Senado. Fonte: Estadão

Brasília, 12 de agosto de 2026 — O cenário político nacional e a corrida presidencial ganharam um novo e explosivo capítulo nesta semana. Um áudio de 38 minutos, divulgado pelo portal Poder360 (link), trouxe à tona o depoimento de uma testemunha que detalha como teria sido forjada a acusação de estupro de vulnerável contra o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), atual candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro.

A denúncia original, apresentada à Polícia Federal em março deste ano pelos parlamentares Lindbergh Farias (PT) e Soraya Thronicke (PSB), acusava Gaspar de ter engravidado uma adolescente de 13 anos em Maceió e de pagar R$ 470 mil pelo silêncio dos envolvidos. Agora, testemunhos e provas periciais apontam que o caso foi uma "armação" política.

A fábrica de uma vítima: O depoimento do comerciante

A reviravolta no caso ganhou força com o depoimento de Luís Antônio Lopes, dono de um quiosque de sorvetes em um shopping na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo o áudio divulgado pelo Poder360, Luís afirma ter presenciado a cooptação de uma jovem de 22 anos, identificada como Marcela, moradora da comunidade de Acari (RJ) e usuária de drogas.

De acordo com o comerciante, a jovem foi contratada por um homem chamado "Lucas" — que se apresentava como assessor de Lindbergh Farias — para assumir a identidade de uma personagem fictícia nordestina chamada "Jailma". A trama envolvia alegar que "Jailma" havia sido violentada por Gaspar e gerado uma filha de nome "Eloá" (criança que, segundo a testemunha, não existe).

Luís relata ter recebido em sua própria conta bancária três transferências via Pix (nos valores de R$ 2.500, R$ 4.000 e R$ 1.000) para repassar à jovem em espécie. Ele citou nomes como Carlos Roberto Lopes, Sérgio Machado de Azevedo e Cecília Montalvão como remetentes dos valores, e afirmou estar disposto a entregar os comprovantes bancários e o chip de celular da jovem às autoridades, mesmo relatando temer por sua vida.

O estopim: A CPMI do INSS

A motivação por trás da suposta farsa remonta a 27 de março de 2026. Conforme destacado em análises da imprensa e em programas de comentários políticos, como o do jornalista Paulo Figueiredo (link), a acusação de Lindbergh e Soraya foi protocolada no exato momento em que Alfredo Gaspar, então relator da CPMI do INSS, lia o relatório final da comissão.

O documento de Gaspar propunha o indiciamento de 216 pessoas por fraudes contra aposentados, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A acusação de estupro foi usada em plenário para descredibilizar o relator, e o relatório acabou derrubado pela base governista por 19 votos a 12.

A fragilidade da denúncia original já chamava a atenção: o documento não continha data do suposto crime, local, identificação real da vítima ou qualquer comprovante financeiro dos supostos R$ 470 mil pagos como suborno.

Alfredo Gaspar: DNA voluntário e desmentido em vídeo

A narrativa dos acusadores sofreu seu primeiro revés quando Alfredo Gaspar compareceu voluntariamente à Polícia Científica de Alagoas, em abril de 2026, para fornecer seu material genético, antecipando-se a qualquer ordem judicial.

Além disso, a mulher que supostamente seria o fruto do estupro gravou um vídeo (também repercutido na mídia independente) desmentindo a história. Identificando-se como filha biológica de Maurício Breda, primo de Gaspar, ela afirmou sequer conhecer o deputado pessoalmente, classificando o uso de sua identidade como "descabido" e "injusto".

Desdobramentos eleitorais e recuo nos bastidores

Com a oficialização de Alfredo Gaspar como vice na chapa de Flávio Bolsonaro, a oposição tentou ressuscitar o caso para desgastar a campanha. A tentativa resultou em um erro grave do jornal Folha de S.Paulo (link), que publicou que Gaspar era investigado pelo STF, precisando emitir uma retratação oficial horas depois, confirmando que não há inquérito aberto pela Corte contra ele.

Diante do desmoronamento da narrativa e das novas provas, Alfredo Gaspar partiu para a ofensiva. Ele protocolou uma queixa-crime no STF por calúnia e injúria contra Lindbergh Farias e Soraya Thronicke, sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes. Representações também foram enviadas aos Conselhos de Ética da Câmara e do Senado.

Nos bastidores da Câmara, segundo apuração recente da CNN Brasil (link), Lindbergh Farias já ensaia um recuo. O deputado petista teria procurado lideranças do PL para se justificar, alegando que não inventou a história, mas que teria sido "municiado com informações superficiais por uma jornalista". Até o momento, nem Lindbergh nem Soraya Thronicke se retrataram publicamente.

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