A Estratégia da Direita para Conquistar a Maioria do Senado em 2026
- Michelle Freire
- 2 de jan.
- 2 min de leitura
Com a renovação de dois terços das cadeiras, a oposição traça um plano pragmático para transformar o Senado em um bastião conservador. O objetivo central é claro: reequilibrar os poderes e viabilizar processos de fiscalização do STF.

Senado em 2026: A Renovação de 54 Cadeiras
O ano de 2026 representa a maior oportunidade política para a direita brasileira desde 2018. Com a expiração dos mandatos de 54 dos 81 senadores (dois terços da Casa), o campo conservador, liderado pelo PL e reforçado por legendas como Novo, Republicanos e alas do União Brasil, projeta eleger entre 42 e 44 senadores.
Essa maioria absoluta não é apenas um número; é a chave para o controle da agenda legislativa e, crucialmente, para o processo de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pauta que se tornou o principal combustível da militância e das lideranças de oposição diante do que classificam como "ativismo judicial".
Candidaturas de Peso: Nomes no Radar
A estratégia para o Senado em 2026 envolve o lançamento de "dobradinhas" competitivas em estados onde o sentimento anti-Lula é predominante. No Distrito Federal, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro desponta como favorita, possivelmente em aliança com o atual governador Ibaneis Rocha (MDB). Em São Paulo, o cenário aponta para uma disputa de gigantes: o deputado Eduardo Bolsonaro aparece em vantagem nas sondagens, podendo compor chapa com nomes como Guilherme Derrite.
Outros nomes fortes incluem Marcel Van Hattem no Rio Grande do Sul, Carol de Toni e Julia Zanatta em Santa Catarina, e a reeleição de figuras centrais como Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro e Ciro Nogueira no Piauí. O objetivo é criar uma bancada que não apenas vote com a direita, mas que possua musculatura intelectual e coragem política para enfrentar o discurso hegemônico.
A Reação do Sistema: Projetos para Barrar a Direita
Cientes do risco, forças governistas e setores do "estamento burocrático" já articulam contramedidas. O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) apresentou projetos que visam alterar as regras de coligação para impedir que um mesmo grupo político eleja os dois senadores de um estado. Enquanto a mídia tradicional (G1, Folha, UOL) rotula essa movimentação da direita como "ameaça à democracia", a análise técnica revela um movimento de autodefesa institucional de um eleitorado que se sente sub-representado no atual arranjo de Brasília.





